Esse é apenas um dos vários quadros expostos pelo lugar. Impossível não se encantar com o trabalho desse guerreiro (artista) que se autodenomina como quem "não sabe de nada e faz de tudo".
Chico - O teatro abrange todas as áreas. Você sem querer acaba se formando em tudo.
Anos atrás Chico poderia ser apenas um jovem vindo do Nordeste com um sonho na mente e a dificuldade na alfabetização. Mas ele se desafiou e encarou um vasto caminho que aparentemente seria nada mais que o tal sonho em sua mente: o caminho do incentivo à leitura e educação.
Chico - Foi por ser analfabeto que quis seguir esse caminho. Hoje estou em uma área totalmente oposta, cercado de livros e materiais culturais.
Seu filho, de apenas 10 anos, também passa pelo mesmo processo de incentivo.
Chico - Meu filho não sabe escrever e lê com dificuldade. Eu o ajudo a abrir os olhos e criar oportunidades para ele. O ensino no Brasil não é dos melhores e se afunda cada vez mais, então tento fazer a minha parte.
Mas não apenas as crianças são ajudadas por essa iniciativa. Adolescentes e adultos também visitam o espaço, procuram por CD's, livros e ficam por dentro da programação cultural na cidade. É um local bem leve e descontraído, com um rádio tocando suas músicas de MPB em um canto e os famosos quadros de sua autoria em outro. Tudo é uma riqueza de simples detalhes, passando pelo colorido da toalha de mesa e chegando às figuras montadas com isopor.
E foram esses pequenos detalhes que contribuiram para o sucesso do...
Chico - Eu não chamaria de sucesso. Apenas consegui atrair a atenção das pessoas e cumprir meu objetivo de incentivá-las a mergulhar em nossa cultura.
Naquele dia fui para casa com um sorriso no rosto. Feliz em saber que o país ainda pode contar com pessoas como Chico Conceição (assim mesmo, em destaque) que faz sua pequena e humilde parte, surtindo efeitos de uma grandeza incomparável.
"O bater das asas de um beija-flor pode criar um tornado do outro lado do mundo". E você, Chico, acaba de criar o seu. Parabéns!
Vejam mais alguns de seus quadros:
Por Leandro Freire