quinta-feira, 10 de julho de 2008

Fantasia Falida

Acabei de fazer esse texto e resolvi postar aqui para aproveitar o assunto do post anterior:

Conto mal feito, distorcido, impossível de ser lido.
Linha torta e pouco espaço pra mostrar o que faz sentido.
Texto simples, reescrito, abrindo nossa mente.
Atingindo e resumindo minha história incopetente.

Vivi, expressei, amei, inventei a poesia.
Exagerei e decepcionei minha auto-biografia.
Fantasiei, sonhei e imaginei de olhos abertos.
Invadi e misturei abstratos e concretos.
Dormi e relaxei sem perceber o que passava.
Acordei e superei as armadilhas da palavra.

São versos recitados das idéias que não tenho.
São reis derrotados da origem de onde venho.
Teorias recriadas da farsa e a humilhação.
As bruxas são caçadas e as fadas, em extinção.

Segredos e sigilos são mentiras que eu abrigo.
Beijos e conflitos são verdades que eu ganho.
Escrevi sem cuidado sobre o dom do livre arbítrio.
Ouça bem aos que lhe dizem: sua vida é um livro estranho.

Feito de imagens e alegorias, de herói falso e vagabundo.
Uso tristezas e alegrias para rabiscar um novo mundo.
Mundo incompleto e inconsciente de sua própria existência.
A fantasia era da gente, mas declarou sua falência.


Por Leandro Freire

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A Vida é Arte e Ficção Faz Parte


Com certeza você já ouviu que uma imagem vale mais que mil palavras. E aqui não é diferente: a foto a cima consegue expressar muito mais do que gostaria de falar. Expressa aquela pequena faísca infantil que existe em cada um de nós.
Neste último domingo fui ao famoso (para alguns) Anime Family, e é aquele lugarzinho especial onde todos têm o direito de serem crianças e recordarem o tempo em que uma toalha de banho podia nos fazer voar. O tempo em que a parte debaixo da cama servia como abrigo para um monstro. Lembra como era bom sair por aí enfrentando dragões?
Há um tempo atrás vi um documentário sobre os diretores de filmes fictícios, mas a personagem principal era a imaginação.
O que hoje pode ser até mesmo um advogado, ontem foi aquela inocência segurando uma espada de madeira diante de um mundo totalmente colorido a ser descoberto. Depois tudo vai perdendo a magia, o encanto e o Papai Noel deixa de ser Noel para ser apenas papai.
Do jeito que as coisas andam (ou não andam), parece que merecemos um refúgio dentro de nossas próprias mentes, uma viagem ao fantástico como escapatória do que somos obrigados a chamar de realidade, a NOSSA realidade.


Esqueça apenas por um instante a vida que vivemos e mergulhe no pouco de fantasia que ainda temos. Essa é a dica que deixo aqui para os que pelo menos tentam fingir que ainda não há uma criança gargalhando dentro de si. ^^

Obs: tentem responder a pergunta da plaquinha.


Por Leandro Freire