sábado, 10 de maio de 2008

Deja Vu!

O desgaste acarretado pela repetição (exagerada) do caso Isabella Nardoni está diante de nós, claro como a água.
São visíveis a atitude tomada pela mídia e seu mirabolante plano de nos hipnotizar, anunciando como produto ilegal tamanha covardia.
Já não sei mais se a missão é realmente nos informar ou afrouxar os parafusos dos caça-níqueis que se tornaram os meios de comunicação.
Eu, como estudante de jornalismo que sou, não posso me autoproclamar o dono da verdade, nem afirmar com toda a certeza do mundo que apenas construo opiniões baseadas no que é certo, mas a cada dia se estampa na face do brasileiro aquela expressão de “eu já vi isso antes”.

Só para finalizar: hoje, enquanto lia mais uma matéria sobre o caso Isabella, foi possível ver o alívio de Ana Carolina Cunha ao saber da prisão preventiva de Anna Jatobá e Alexandre Nardoni. "A justiça foi feita", disse ela.
Mas o que mais me chamou a atenção nessa matéria foi a descrição da cela de Anna: ela possui 10m² e é equipada com chuveiro de água quente e colchão. Não há TV na cela. ¬¬

Esta frase "não há TV na cela" nos dá a entender que o correto É ter TV na cela, é como se essa fosse a regra de toda prisão. Fico imaginando os detentos reclamando "como assim não tem TV na cela???"

Aaaah, Brasil! Aonde você quer chegar??

Por Leandro Freire

Medo Do Escuro

É noite, e sob a penumbra negra que cobre o céu, caminham os ventos que se misturam com o perfume das flores campestres. O mesmo perfume que ludibria as cortinas e invade o quarto intoxicando meus pulmões.

As horas passam devagar e noite adentro os ruídos vão diminuindo dando passagem apenas para o silêncio que desmonta-se com o cantar dos grilos.

Parece que o tempo ainda não foi totalmente congelado, já que meu coração ainda bate e os grilos continuam cantando. A única coisa paralisada é o meu olhar que se mantém fixo na lua que aos poucos vai sendo atropelada pelas nuvens até o último resquício de luz se perder entre as árvores.

No meio da madrugada, o cenário começa a tomar uma forma melancólica e nada mais resta a não ser a tristeza que bate em minha porta.

Finalmente os primeiros passos do Sol começam a ser dados e já posso sentir o frescor da manhã tocando minha pele. Agora é dia, e o medo do escuro vai diminuindo com as vozes e a cantoria alheia.

O que me resta agora é levantar da cama e iniciar mais uma longa caminhada pelas ruas descalçadas, deixando para trás apenas as lembranças da noite.


Por Leandro Freire

Trabalho de Gente Grande

Ontem à noite, enquanto procurava algo de interessante para se ver na TV, fui parar no canal E!, onde passava um programa (não lembro o nome agora, era grande) sobre a vida dos astros mirins que conquistaram (de diferentes formas) milhares de fãs na época das, hoje, antigas séries americanas.
Já crescidos, todos passaram por algum problema, variando entre o vício das drogas e ameaças por correspondência.
Enquanto via, atento, ao programa, imaginava como aquelas crianças reagiam à extrema pressão que sofriam. O que consolava era o gordo salário, que no caso de Jeremy Miller (o Ben de Growing Pains) chegava a 25 mil por episódio. Este mesmo ator também chegou a ser ameaçado por uma carta, onde o remetente avisava detalhadamente como o mataria na data marcada.
Entre a fama e a perdição, é possível enxergar a mudança que ocorria na vida desses, que, um dia, foram pequenos astros, e as diferenças entre suas imagens diante das câmeras e por trás delas. Nos tempos atuais a maioria deles estão afastados da atuação, mas não por falta de tentar.
Para aproveitar esse clima de “por onde anda”, eis uma lista divulgada no site da IG com algumas das celebridades que fizeram e ainda fazem (em alguns casos) nossa TV mais divertida. A lista conta até mesmo com Jodie Sweetin, a eterna Stephanie Tanner de Full House (Três é Demais).



O link para o site é esse aí: http://gente.ig.com.br/materias/2008/04/04/punky_maria_joaquina_e_sabrina_por_onde_andam_as_interpretes_de_personagens_famosos_nos_anos_80_e_90_1258462.html



Anos-Luz

Ainda seguindo o ritmo de ontem, assisti na Globo News uma matéria sobre... Lâmpada. Mas não uma lâmpada qualquer, ela está no Guiness Book.
Que o famoso Livro dos Recordes é espaço para todo o tipo de pessoas e coisas bizarras, nós já sabemos. E o que uma simples lâmpada estaria fazendo lá?
Ela não é a maior do mundo, é normal, mas está acesa a nada mais, nada menos do que (pasmem!) 107 anos. A lâmpada foi fabricada no final de 1890 pela Shelby Electric Company e doada em 1901 para o posto do corpo de bombeiros de Livermore, na Califórnia.

Por Leandro Freire

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ao Som do Tamborzão



Quando o assunto em questão é produção musical, alguns logo lembram de Timothy Z. Mosley. Talvez estranhem o nome porque ele é mais conhecido como Timbaland.
Seu segundo CD de estúdio chamado Timbaland Presents: Shock Value conta com a participação de vários outros nomes conhecidíssimos do cenário hip-hop como Justin Timberlake, 50 Cent, Missy Elliott (não gostei muito da participação dela), Nelly Furtado e outros.
O produtor/cantor aproveitou ao máximo seu talento para criar os tão famosos “batidões” e nesse mesmo conceito trouxe ao mundo músicas dançantes (vale mencionar Way I Are, Come and Get Me e Give To Me).
Sua voz grave deu uma entonação ainda maior para as canções, garantindo que em pelo menos uma música você mexa alguma parte do corpo enquanto estiver sentado em sua confortável cadeira (isso se estiver ouvindo pelo PC). É claro que existem algumas exceções como Apologize (adoro) que possui um ritmo mais lento, mas sem deixar de lado as batidas ao fundo.
Escrevendo isso, dou a entender que o CD é per-fei-to, mas nem tudo são flores em Shock Value. Músicas como Bombay (que só começa a ficar legalzinha mais lá para frente) e 2 Man Show (o que salva é a participação de Elton John no piano) enjoam rápido e não me conquistaram. A primeira utiliza um ritmo chatinho de música árabe.
No geral o CD é bem movimentado musicalmente e com seus altos e baixos, conquista os mais críticos desse meio através do suor obtido nas danças.

Apreciem abaixo o clipe da romântica Apologize, que conta com a participação do grupo One Republic. É só dar play e curtir:

Por Leandro Freire

De Olhos Abertos

Já que o assunto do post anterior foi sobre tecnologia, não custa exibir uma foto minha que, ao meu olhar (ignorem a ironia), representa a união entre homem e máquina.

Duas coisas distintas, mas quando juntas, formam uma só, passando a serem exatamente iguais, assim como suas visões, suas perspectivas.


Viajei agora, mas até que faz algum sentido. ¬¬




Por Leandro Freire

O Novo Velho

O que é ser idoso atualmente? Sentar em uma cadeira de balanço enquanto faz tricô ouvindo a missa de domingo? Ir ao bingo toda noite? Uma pessoa que passou dos 60 se encaixa automaticamente nesse quadro? Por que comecei com tantas perguntas?
Talvez a maioria dessas ou até mesmo todas não sejam respondidas, pelo menos enquanto ainda surgirem o que podemos chamar de “novidade”. É incrivelmente interessante como as pessoas de mais idade estão aptas a entenderem e captarem os avanços da sociedade. Aquele jogando xadrez com seu parceiro na praça um dia aderiu à moda dos lampiões, do forno à lenha, dos discos de vinil e outras "traquitanas" denominadas clássicas, além de terem acompanhado de perto a evolução da cultura pop.
Hoje cada um deles vem esbarrando em um PC, tropeçando em um MP4 e caindo em um IPod, e quando tenta levantar... Derruba um DVD. A cada minuto é possível escutar um grito de “descobri”, e lá vamos nós novamente nos informarmos sobre mais um aparato recém-nascido da mente humana. Ainda consideradas "traquitanas", mas que cabiam na palma da mão até ontem, pois hoje já guardo no bolso.
É normal sentirmos medo do rápido, da velocidade, e ambos são sinônimos de tecnologia. Tudo acontece veloz demais para serem acompanhados com olhos e ouvidos, e se é difícil para nós...
Surpreendentemente estamos ficando divididos entre os novos velhos e os novos novos. O que você quer ser? O que PRECISA ser?
O difícil para idosos é ficar fora desse mundo de futuros, uma vez que já o tenha conhecido, até mesmo obrigatoriamente através da inclusão digital, informatização. Por terem mais idade, muito é pensado sobre o tempo que perderam, que passou junto com sua chance de se apresentarem ao “novo”.
E aquele outro continua jogando xadrez com seu parceiro na praça, mas está lá jogando pelo notebook e acaba de dar xeque-mate em seu adversário que se encontra do outro lado do país. E pra você, o que é ser idoso atualmente?


Por Leandro Freire

MPB (Messenger Popular Brasileiro)

"Seu blog está pronto!" foi a frase que li assim que cliquei em "criar blog".
Nunca pensei que faria parte disso um dia, mas cá estou eu para (clichês à parte) me aventurar nesse admirável mundo "novo".
E falando em blog lembramos de outras "cositas mais" da internet, principalmente sua linguagem.
Cada vez mais pessoas aderem à moda da linguagem popular. E não estou falando exatamente sobre gírias e coisas afins. Pensando bem, acho que se encaixa em “coisas afins”.
Devemos tudo isso ao maravilhoso e “perigoso” universo do MSN, onde um simples “não” transforma-se em um belo “naum” ou um “você” qualquer da vida muda de forma e vira um “vc”.
Naum que isso seja correto, mas quem está sempre nesse meio loko de se comunicar, sabe o quanto é difícil encaixar em nossas mentes as regrinhas básicas da nossa boa e velha língua portuguesa. O ano de 1500 deve estar se contorcendo no passado neste momento, então, vamos dar uma chance a ele.
Vocês já devem ter percebido que esse texto tem muito (tudo) a ver com o título deste blog, e não venham me recriminar dizendo “você é um deles! Você é um deles!”. Por isso, peço a vocês que, por favor, lembrem-se sempre do famoso ditado: faça o que eu digo, não faça o que eu faço. ^^


Por Leandro Freire