quinta-feira, 17 de julho de 2008

Cidade... Maravilhosa?

RIO...











...MAS TAMBÉM CHORO

Por Leandro Freire

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Um Minuto de Silêncio Para Sete Meses de Alegria


Esse post deveria estar aqui já há um bom tempo, mas sempre ia adiando e a internet não ajudou muito.
No dia 10 de Julho a Rede Globo exibiu uma homenagem ao saudoso grupo Mamonas Assassinas no programa Por Toda Minha Vida. Após a exibição pensei "tenho que fazer um post sobre eles".

Tudo começou com Sérgio Reoli e Bento Hinoto em 1989 e logo após vieram Samuel Reoli (irmão de Sérgio) e Júlio Rasec. Os quatro formaram o grupo Utopia, fazendo covers de bandas como Legião Urbana.
Em um dos shows, o público pediu uma música dos Guns N'Roses, mas não sabiam a letra e pediram a ajuda de algum voluntário. Dinho foi esse voluntário e subiu ao palco, conquistando a todos com seu jeito palhaço, sendo aceito até pelo grupo.
A Utopia passou a se apresentar nas periferias de São Paulo e lançaram um CD, tendo menos de 100 cópias vendidas. 
Com o tempo os cinco perceberam que as músicas escrachadas e as palhaçadas eram bem mais aceitas pelo público. Começaram o processo de mudança do perfil da banda e o nome foi o primeiro ítem, passando a se chamar Mamonas Assassinas (a palavra "mamonas" é uma referência a "seios", tendo assim a tradução para inglês como The Big Killer Breasts, peitões assassinos).
Pelados em Santos e Robocop Gay eram as músicas inseridas na fita demo que mandaram para várias gravadoras, mas foi o diretor artístico da EMI, João Augusto Soares que assinou o contrato com a banda depois da insistência de seu filho Rafael. O sucesso foi estrondoso e logo no seu primeiro CD conseguiram vender mais de 2,3 milhões de cópias.
Após seu lançamento, os cinco saíram em uma grande turnê pelo país, apresentando-se em 25 dos 27 estados brasileiros. Ainda pretendiam seguir uma carreira internacional viajando para Portugal no dia 3 de março de 1996, mas um dia antes, enquanto voltavam de um show em Brasília, a aeronave em que estavam chocou-se contra a Serra da Cantareira, em São Paulo, às 23:16, matando todos os integrantes do grupo, além do piloto, co-piloto e dois assistentes da banda.

O humor musical e a irreverência poética fizeram dos Mamonas um dos grupos mais queridos do Brasil e em suas curtas carreiras de apenas sete meses, conseguiram nomear os sorrisos que se estampavam no rosto dos fãs enquanto escutavam a cada minuto que se passava de suas canções. A alegria tem nome e se chama Mamonas Assassinas.

Dinho no vocal
Júlio Rasec no teclado
Samuel Reoli no baixo
Sérgio Reoli na bateria
Bento Hinoto na guitarra

Por Leandro Freire

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Fantasia Falida

Acabei de fazer esse texto e resolvi postar aqui para aproveitar o assunto do post anterior:

Conto mal feito, distorcido, impossível de ser lido.
Linha torta e pouco espaço pra mostrar o que faz sentido.
Texto simples, reescrito, abrindo nossa mente.
Atingindo e resumindo minha história incopetente.

Vivi, expressei, amei, inventei a poesia.
Exagerei e decepcionei minha auto-biografia.
Fantasiei, sonhei e imaginei de olhos abertos.
Invadi e misturei abstratos e concretos.
Dormi e relaxei sem perceber o que passava.
Acordei e superei as armadilhas da palavra.

São versos recitados das idéias que não tenho.
São reis derrotados da origem de onde venho.
Teorias recriadas da farsa e a humilhação.
As bruxas são caçadas e as fadas, em extinção.

Segredos e sigilos são mentiras que eu abrigo.
Beijos e conflitos são verdades que eu ganho.
Escrevi sem cuidado sobre o dom do livre arbítrio.
Ouça bem aos que lhe dizem: sua vida é um livro estranho.

Feito de imagens e alegorias, de herói falso e vagabundo.
Uso tristezas e alegrias para rabiscar um novo mundo.
Mundo incompleto e inconsciente de sua própria existência.
A fantasia era da gente, mas declarou sua falência.


Por Leandro Freire

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A Vida é Arte e Ficção Faz Parte


Com certeza você já ouviu que uma imagem vale mais que mil palavras. E aqui não é diferente: a foto a cima consegue expressar muito mais do que gostaria de falar. Expressa aquela pequena faísca infantil que existe em cada um de nós.
Neste último domingo fui ao famoso (para alguns) Anime Family, e é aquele lugarzinho especial onde todos têm o direito de serem crianças e recordarem o tempo em que uma toalha de banho podia nos fazer voar. O tempo em que a parte debaixo da cama servia como abrigo para um monstro. Lembra como era bom sair por aí enfrentando dragões?
Há um tempo atrás vi um documentário sobre os diretores de filmes fictícios, mas a personagem principal era a imaginação.
O que hoje pode ser até mesmo um advogado, ontem foi aquela inocência segurando uma espada de madeira diante de um mundo totalmente colorido a ser descoberto. Depois tudo vai perdendo a magia, o encanto e o Papai Noel deixa de ser Noel para ser apenas papai.
Do jeito que as coisas andam (ou não andam), parece que merecemos um refúgio dentro de nossas próprias mentes, uma viagem ao fantástico como escapatória do que somos obrigados a chamar de realidade, a NOSSA realidade.


Esqueça apenas por um instante a vida que vivemos e mergulhe no pouco de fantasia que ainda temos. Essa é a dica que deixo aqui para os que pelo menos tentam fingir que ainda não há uma criança gargalhando dentro de si. ^^

Obs: tentem responder a pergunta da plaquinha.


Por Leandro Freire

segunda-feira, 30 de junho de 2008

No Meu Tempo Não Era Assim

O título desse post é uma singela homenagem às nossos queridos avós que vivem dizendo "no meu tempo não era assim". Sempre que ouço essa frase (exclusivamente dita por quem nasceu em 19...cof cof), vem à minha cabeça a seguinte pergunta: então, como era no tempo deles?

As roupas da época são motivos de piadas nos maravilhosos e perfeitos tempos modernos, um bom Atari que se preze é levado ao nada quando comparado a um Playstation 3 (que injustiça!). Enfim, antes de começarmos a julgar aquela caixinha colorida cheia de poeira que está guardada no porão, vamos tentar entender um pouco da sua história.

Como provavelmente muitos não seguirão esse conselho, vamos matar a curiosidade por aqui mesmo.

Começando pelo brinquedo mais clássico de todos, o adorado Playmobil.

Esses simpáticos bonequinhos foram criados por uma empresa alemã em 1970 e atualmente é fabricado em outros países como Inglaterra, Japão, Espanha e Argentina. Aqui no Brasil, o Playmobil foi criado pela empresa Trol e logo após pela Estrela quando a primeira faliu. Em 2005 o brinquedo passou a ser importado da Argentina, mas ainda há chances de voltar a ser fabricado por aqui.

*** 

A TV Tupi foi a primeira emissora brasileira, fundada em 18 de setembro de 1950 e teve em sua programação: Alô Doçura, o memorável Sítio do Picapau Amarelo, Clube dos Artistas e O Céu é o Limite. Na área de jornalismo contavam com o programa Repórter Esso, que ficou 18 anos no ar. Devido a problemas administrativos e financeiros, a emissora declarou sua falência em 18 de julho de 1980.

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O Atari 2600 foi considerado um símbolo cultural dos anos 80. Criado por Jay Miner, foi lançado em 1977 nos EUA e em 1983 por aqui. Para se ter uma idéia da simplicidade do aparelho, seu maior jogo alcançava apenas 64 kB. Pitfall, Pac-Man, River Raid, Enduro e H.E.R.O são alguns dos títulos mais populares. No fim dos anos 80 o Atari foi caindo no esquecimento após a criação do Phantom System e do Master System.

***

É claro que as heranças daquela época são muitas, mas para finalizar não posso deixar para trás o que talvez seja o maior ícone das antigas:

 

Por Leandro Freire

terça-feira, 10 de junho de 2008

Pois é... Quem Pode iPod


Segue abaixo uma lista de instrumentos musicais:

Bateria

Piano

Violão

Guitarra

Flauta

Banjo

Tambor

Violino

iPhone (????)


Você não leu errado o último ítem.

Podemos não achar que seja um instrumento musical, mas três estudantes austríacos de arte acham e, até o momento, eles têm razão. Formando um grupo um tanto... Diferente, as canções se resumem a iPhones, sendo usado até um Nintendo DS no primeiro trabalho.
Logo trataram de levar seu talento ao mundo YouTube e o vídeo, que estreou em 17 de fevereiro, chamou a atenção de muita gente, liderando o ranking por um breve período.
Marina, Seb e Roger são os integrantes, tendo a primeira como vocalista (pois é, também tem vocal). Os três moradores de Viena já deram entrevistas para a TV e conquistaram uma legião de fãs.
Em minha humilde e leiga opinião sobre o universo musical, acredito que iBand seja o segundo grupo musical mais criativo, depois de Gorillaz. Preciso concordar que a iniciativa é no mínimo iNteressante.

Confira o primeiro vídeo da iBand, ainda sem vocal:  http://www.youtube.com/watch?v=Mh0VX74alwk

E o segundo vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=mwoPgnvpPQg

Obs.: estava com problemas para postar os vídeos, então tive que passar apenas os links dessa vez.

Por Leandro Freire

Ferro Faz Bem à Saúde


Com piadas, um herói politicamente incorreto e boas cenas de ação se constrói um filme chamado Homem de Ferro.
Típico sujeito milionário que só pensa na boa vida que tem é a definição para Tony Stark, o "herói" da vez. Em uma linguagem mais informal, é o "todo errado".
Inteligente e sedutor, Tony consegue facilmente conquistar as mulheres. É o dono de uma empresa especialisada em produtos de ponta.
Seguindo a onda Batman, Stark utiliza a tecnologia para virar o salvador da pátria. O que o difere dos outros heróis é o fato de não ter tomado uma decisão como "vou me vingar e virar herói para livrar o mundo dos vilões" ou "as pessoas precisam de ajuda e vou usar o que tenho para oferecer isso a elas". Ele simplesmente usa a imagem vermelha e amarela de titânio como uma chance de corrigir erros cometidos no passado. Sua intensão inicial, na verdade, nem era o uso da violência, mas sim, tornar sua armadura uma máquina com a intenção de realizar o maior sonho da humanidade: voar.
Percebendo que o mundo não era apenas um mar de rosas, foi feito um ajuste aqui, outro ali e... BAM! Temos a famosa roupagem munida de armas até os dentes.
Unindo elementos mencionados no início do texto, mais o bom uso da redenção como tema, o filme narra à passos largos a construção de um homem pedindo perdão da melhor maneira: criando uma máquina de guerra a favor da paz.

Por Leandro Freire